baixo orçamento

Soluções dos produtores para realização de filmes de baixo orçamento

Muitos entusiastas e aspirantes a realizadores de filmes acabam por disistir de produzir seus filmes em razão da falta de recursos para alugar ou comprar equipamentos, sem saber que existe na internet uma série de informações que permitem a construção de uma grande parte destes equipamentos. Nesta página vamos tratar deste assunto, apresentando soluções que mostrarão que nem tudo esta perdido, vamos mostrar os caminhos que os realizadores independentes percorrem para improvisar e produzir seus filmes com qualidade digna de grandes produtoras.
  
 
Como fazer um estabilizador para câmera filmadora.
O estabilizador de imagem,  é atualmente a ferramenta mais usada em filmagens e gravações para prover movimentos suaves e contínuos de câmera, tornando possível caminhar, subir e descer escadas, e até correr com o equipamento sem tremer a imagem. http://steadycam.org/

  
    

 

 
   
Como fazer uma dolly – travelling
Para fazer uma cena em que a câmera se movimenta sobre um tripé ou uma grua, é necessário utilizar o Dolly. Também conhecido como Travelling, este equipamento garante a suavidade dos movimentos.
http://cinevidproductions.com/Media/dolly.html
  


Como fazer uma vara para suspensão de microfones
Acessório para captação de audio
 

Como fazer uma grua
A grua é uma ferramenta que enriquece as cenas, criando dinamismo e sofisticação à sua produção. Permite filmagens de ângulos altos e baixos e movimentos giratórios
 

 

  

  
  

As dificuldades de produzir um filme de baixo orçamento

A principal dificuldade de produzir filmes no Brasil é o alto custo de uma produção e a falta de incentivos, que, apesar de terem crescido, não atendem a demanda. Por outro lado existe o problema da distribuição e exibição. No Brasil somos 185 milhões de habitantes e vende-se aqui 80 milhões de ingressos ao ano para um público de 6% da população brasileira, ou seja, 11 milhões de consumidores que vão ao cinema em aproximadamente 2.000 salas de exibição. Somos o décimo pais do mundo em número de salas de cinema e o penúltimo no mundo em número de habitantes por sala de cinema.

Em todo o mundo, de um modo geral, apenas cerca de 25% da receita total de um filme vem de sua renda nas salas de exibição. Os outros 75% são realizados em outros mercados, nas inúmeras formas alternativas de difusão que conhecemos hoje, sobretudo as televisões abertas e a cabo, mas também o homevideo, o laserdisc, o DVD, a crescente importância da Internet e o futuro digital. Sendo assim, quanto maior o sucesso do filme na época de seu lançamento, melhor desempenho terá nas vendas de DVDs e na exibição em canais de TV a cabo e na TV aberta, além dos inúmeros produtos lançados com os personagens dos filmes de grande sucesso.

No caso dos filmes independentes a situação é bem diferente já que os produtores não contam com salas de exibição para obterem retorno financeiro. Os produtores objetivam o reconhecimento para seguirem em frente na carreira de cineastas, exibindo seus filmes e se aperfeiçoando como produtores, financiando suas produções com empréstimos e se utilizam todos os recursos para otimizarem a verba, como locações caseiras, atores amadores, os próprios amigos, equipamentos improvisados e tudo o mais que a imaginação permita. Tudo isto gera uma identidade própria na linha do filmes de curta metragem, que passa a ser reconhecido como o cinema de base, o laboratório dos novos cineastas brasileiros e onde existe a máxima liberdade de expressão, pois não existe a preocupação com o retorno financeiro e exigências dos patrocinadores.

 O mercado de filmes caseiros e amadores

A crescente demanda por produtos voltados para o audiovisual se revela por diversas vertentes, como no caso do aumento do consumo de placas para edição de vídeo em computadores. A Pinnacle Systems é uma indústria líder no mercado de soluções e ferramentas para edição de vídeos amadores e na visão da companhia o Brasil é o país latino-americano de maior representatividade, com aproximadamente 70 milhões de usuários de computadores e onde o número cresce a cada ano, ou seja, consumidores potenciais para sua linha doméstica de ferramentas para edição de vídeos. Decidida a traçar um perfil do mercado nacional, a Pinnacle  realizou uma pesquisa com 2.829 pessoas no Brasil. Detectou-se, dentre outras coisas, que o interesse por manipulação de vídeo tem crescido, demonstrando que as expectativas para este mercado nos próximos anos são promissoras. Além dos 80% que já editam filmes, 16,6% dos entrevistados pretendem começar em breve e 59,6% pretendem comprar novas placas. A grande maioria, utilizando as ferramentas para fins pessoais e familiares.

“Quanto mais os brasileiros entram para o mundo digital e se familiarizam com a cultura do vídeo, maior é seu interesse pela edição, seja caseira, amadora ou em pequenas e grandes produções” PAEZ, J – Diretor de Vendas da Pinnacle para a América Latina /2007

 O CEO da JVC Brasil, OKAMURA /2006,  declarou:

O segmento de filmadoras vem se mantendo estável no mercado nacional nos últimos 5 anos, com vendas entre 43 mil e 45 mil unidades por ano, mas vêm sentindo os efeitos da concorrência com câmeras fotográficas digitais e aparelhos de celular que contêm a função de gravação de imagens.

Com preços mais acessíveis, estes produtos estão roubando uma boa fatia do mercado de filmadoras.

 O que tem contribuído para a estagnação do segmento de filmadoras é, o aumento do número de produtos contrabandeados comercializados no mercado brasileiro. Estima-se que a cada 16 aparelhos vendidos, 6 sejam oriundos de contrabando. Isto significa que a quantidade de filmadoras compradas por ano no Brasil chega a 72 mil unidades. É importante salientar que das 43 mil filmadoras vendidas em 2005, 64% possuíam a tecnologia analógica. A nova geração de filmadoras, além de filmar: fotografam, ajustam a luz, reduzem os ruídos, fazem o foco e estabilizam o balanço da câmera. Sendo assim, as novas filmadoras não necessitam de um sistema estabilizador acoplado para a realização das filmagens. O objetivo dos fabricantes é fazer com que até quem não tem experiência com filmagem, possa fazer vídeos de qualidade.

O mercado de câmeras digitais, no entanto, está em crescimento acelerado no Brasil. Um levantamento feito pela empresa de pesquisas GFK previu que 1 milhão de câmeras digitais serão vendidas neste ano nas lojas brasileiras. Como se estima que outras tantas serão adquiridas no mercado informal, isso permite calcular o tamanho do mercado em 2 milhões de aparelhos por ano. Na Inglaterra, como comparação, são 6,4 milhões anuais, para uma população dois terços menor, o que dá uma idéia do potencial do mercado brasileiro, mesmo levando em conta a diferença de poder aquisitivo.

O diretor da GFK, José Guedes, explica que os preços das máquinas digitais vêm caindo cerca de 2,2% ao mês, o que tem permitido que os consumidores tenham acesso a aparelhos de melhor resolução, a preços acessíveis. Estes aparelhos não incorporam as tecnologias das filmadoras, como no caso do estabilizador. O fato é que está ocorrendo uma fusão entre os dois produtos em virtude da tecnologia digital. Filmadoras que fotografam e câmeras fotográficas que permitem fazer filmes. A GFK também estima que o Brasil deverá consumir até 40 milhões de unidades de celulares no decorrer deste ano e que os celulares com câmera representam 13% da produção nacional.  José Guedes disse ainda que: “ao que tudo indica a venda de celulares que trazem câmeras embutidas não reduz a demanda por câmeras digitais porque o mercado potencial de ambos os produtos é imenso no Brasil”.

Isto significa um mercado de 5,2 milhões de celulares com capacidade para a realização de filmes.

Os Assistentes Pessoais Digitais (PDAs), que também permitem captura de imagens fotográficas e filmes estão em queda e devem sair do mercado nos próximos anos, pois estão sendo substituídos pelos smartphones, um aparelho de celular com funções de computador. De acordo com dados do Instituto de Análise de Mercado (In-Stat/MDR), as vendas desses produtos devem aumentar 44% daqui a cinco anos. O futuro deste produto é promissor e os smartphones devem conquistar mais usuários, afirma o instituto. Dos 833 milhões de celulares que serão vendidos no mundo em 2009, 117 milhões serão smartphones.

Com a explosão das vendas de câmeras digitais de fotografia e vídeo, tocadores digitais de música, softwares e impressoras, além de outros dispositivos audiovisuais, criou-se um segmento completamente novo de usuários que têm seu próprio estúdio de edição, impressão, armazenamento e compartilhamento de conteúdo em sua própria casa. Trata-se de um mercado em expansão e que tende a se profissionalizar nos próximos anos utilizando-se tecnologia com custo acessível .

Renato Sbardelotto / 2006